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23.03.2009
Conheça a história do chocolate
Associar o prazer de comer chocolate a algo prazeroso já se tornou um clichê, e o neologismo “chocólatra” serviu para definir tanta gente que logo logo vira verbete do Houaiss. Diante desses indícios e vendo quanto o chocolate é adorado no mundo todo, parece que ele sempre esteve aí, sempre fez parte das nossas vidas. É difícil acreditar que o produto que nasceu entre os pré-colombianos tenha demorado tantos séculos para começar a se popularizar tal como o conhecemos hoje.
Repassar a história do chocolate é uma viagem por diferentes épocas, culturas e hábitos. Há diversas teorias sobre sua origem, e os registros arqueológicos mais antigos de resíduos de cacau no fundo de um cálice são de 11 a 14 séculos antes de Cristo. A versão mais popular conta que tudo começa como um presente do deus asteca Quetzalcoatl aos mortais: um líquido escuro e amargo que só se podia servir em taças de ouro puro. Quando o conquistador espanhol Hernán Cortez desembarcou no México no começo do século 16, entre saques e minas de ouro e prata, o tal líquido sagrado lhe chamou a atenção.
O chocolate chegou à Espanha e, em 1615, foi presente de monges espanhóis no casamento do monarca francês Luís XIII com Ana da Áustria. A França descobriu assim a iguaria e com o passar do tempo desenvolveu sua produção. Mas foi só em 1819 que nasceu a primeira indústria chocolateira e – olha quanto tempo passou! – só em 1895 que o suíço Daniel Peter, louvado seja, que já havia transformado o chocolate líquido em barras, teve a ideia de juntar leite à mistura de pasta de cacau e açúcar. Aí sim o chocolate se tornou isso que conhecemos hoje.
Estar cercado de polêmicas e de lentas mudanças parece ser algo que faz parte do DNA do chocolate. Apontado desde cedo como um vilão das dietas e dos adolescentes com acne no rosto, nos últimos anos ele passou a ser estudado como possível fonte de efeitos positivos: antioxidante, cardioprotetor… Cá entre nós, não deveria ser surpresa que a conclusão a que vamos chegar ao analisar a fundo qualquer alimento tende a ser mais ou menos a mesma: tudo pode fazer bem ou fazer mal, depende apenas da quantidade.
Dá para entender que historicamente tenhamos esse receio diante do chocolate. O mesmo que os europeus demonstraram quando travaram contato pela primeira vez. Parece até obra dessa nossa mente culpada, que desde aquela maçã suculenta do Paraíso é capaz de jurar que as coisas deliciosas são ilegais, imorais ou engordam. Assim como virou clichê associar a liberação de endorfinas despertada pelo chocolate ao sexo, nós também fizemos dele um sinônimo para “tentação”. Pudera: existe algo mais tentador do que uma simples calda de chocolate bem feita, acompanhando apenas um bolo, um sorvete ou um pote de morangos? Não resista a ela, não. Jogue essa culpa para lá, consuma com moderação e o resto pode deixar com a endorfina!
Fonte: Blog de Carla Pernambuco (gastronomia)
As duas unidades do Entre Amigos oferecem opções com chocolate para a sobremesa. São elas Petit Gateau, bombons de trufa, pavê de serenata de amor e sonho de valsa, mousse de chocolate, torta alemã e Delícia Gelada.