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04.04.2010
“Deveriam ter vergonha dessa lei”, diz presidente de associação de bares de SP
O presidente da seção paulista da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel-SP), Ricardo Bartoli de Ângelo, reagiu de forma contundente contra projeto de lei que está em discussão na Câmara Municipal de São Paulo para reduzir de 1h para meia-noite o limite de horário para o fechamento dos bares sem isolamento acústico na capital paulista.
“Se a lei atual já é um absurdo, essa proposta é mais ainda. A lei é tão absurda que deveriam ter vergonha de propor algo assim. Se um bar está descumprindo a lei, incomodando os vizinhos, devem ir até lá e aplicar uma multa. Mas não se pode generalizar. Os bons não podem ser punidos pelos ruins”, afirmou Ângelo.
A proposta que está em discussão na Câmara Municipal paulista é do parlamentar Jooji Hato (PMDB), que também foi o autor da lei em vigor desde 2000 que fixou o limite de 1h.
Para o presidente da Abrasel, a aprovação desse lei pode gerar reflexos desastrosos para a cidade. “Vai começar a diminuir a frequencia de clientes nos estabelecimentos e corre-se o risco de demissão em massa no setor. É um absurdo. Uma pessoa planeja a sua vida, monta um negócio, aluga um imóvel e de repente mudam a lei quando querem. Como essa pessoa vai fazer? Vai mandar a conta para Jooji Hato?”.
O projeto de lei foi lido em plenário nesta terça-feira e já teve a legalidade confirmada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa. A votação do projeto de lei pode ocorrer na próxima semana.
“Até parece que São Paulo não tem problema de violência, de emprego, de moradia e de segurança. Agora eles perdem tempo em fazer uma lei para prejudicar quem paga impostos, gera emprego e proporciona lazer e divertimento para a sociedade”, reclama Ângelo, antes de completar. “São Paulo é a capital da gastronomia no Brasil. A pessoa tem que poder decidir se quer ir a um restaurante ou bar na hora que quiser”.