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Novidades

30.06.2010

Como países de economia fechada driblam escassez de produtos

Durante a Copa Mundial 2010, veio à tona a questão dos Estados unipartidaristas, ou seja, com um único partido, como é o caso de países como a República Popular Democrática da Coréia do Norte, República de Cuba, República Árabe da Síria, República Popular Democrática do Laos e a República Socialista do Vietnam. A Coréia do Norte, por exemplo, participou do campeonato, mas não teve a chance de ver o jogo contra o Brasil, em que perdeu por 2 a 1. Por este resultado, o ditador do país, Kim Jong Il, acreditando no sucesso de sua seleção, liberou a transmissão do jogo contra Portugal, em que a seleção coreana amargou uma derrota por 7 a 0. Com isso, eliminados do campeonato, os jogadores coreanos talvez tenham que trabalhar eternamente em minas de ouro, como anda sendo veiculado por várias mídias. Por mais que sejam países fechados e difíceis de ter acesso, o portal G&N conseguiu penetrar na Coréia do Norte e também em Cuba, e traz aos leitores algumas informações interessantes sobre as gastronomias desses países unipartidários.

Anti-imperialista, anti-capitalista e com uma hidrografia pobre, Cuba, por exemplo, se alimenta do que produz, usando pouco agrotóxico e quase nenhum transgênico. No país, existem diversas influências e sua culinária pode ser considerada bastante eclética. A começar pelo arroz Congrí, também denominado de “Mouros e Cristãos”, uma espécie de baião de dois feito com arroz, feijão preto e cenoura. Outros destaques ficam por conta do leitão assado, a salada mista (no inverno, acrescenta-se tomate, alface e abacate), a mandioca fervida, a banana frita e o aporreado, prato típico cubano de origem africana, preparado com carne de bovino ou de bacalhau, cozidos, marinados e temperados com tomate, alho, cebola e, em seguida, fritos com manteiga ou óleo. Segundo o professor de espanhol Jorge Alonso, não há prato mais imprescindível em uma mesa cubana do que o “arroz com feijão”, produzido em terras cubanas. O ajiaco, considerado também um prato nacional, é um delicioso guisado de vegetais feito de raiz de mandiocas, nabos, cenoura, ervas, alho, cebola e pimentão verde.

Quanto aos temperos, aromas e sabores, o interessante fica por conta de uma pimenta com nome curioso. “O tempero mais picante é uma pimenta chamada ‘ají la puta de tu madre’, parecida com a malagueta, que é usada para fazer cortado como no Nordeste brasileiro”, afirma Jorge. Outro destaque cubano é o mel, o melado de cana e a laranja “agria”, mais azeda do que as outras, são usados para temperar de carnes. Falando nelas, as carnes mais utilizadas no país são as de frango e porco.

Continente asiático

A Coréia do Norte não possui um destaque na gastronomia internacional. Entretanto, é conhecida por ser bastante apimentada e temperada. Os ingredientes mais utilizados são o alho, cebolinha verde, gengibre, molho de soja, molho de pimentão, óleo, pimenta vermelha, sementes de gergelim e o vinagre. Seu prato principal é composto por arroz, sopas e o tradicional Kimchee (conserva de vegetais, feito geralmente com acelgas). Os famosos banchans, vegetais servidos em pequenos potes, também fazem parte de sua culinária, que são repostos gratuitamente em restaurantes coreanos.

Carnes são um capítulo especial desse povo. Os coreanos têm o hábito de preparar churrasco de carne de cachorro. Um dos modos de saborear os populares churrascos, ou qualquer tipo de proteína animal grelhada ou cozida, é fazendo trouxinhas (sam tchu sam) nos pedaços de carne, pastas de soja (denjan) temperadas e pedaços de conserva, que são colocados com o hashi sobre uma folha de alface ou gergelim, e logo em seguida, enrolados com as mãos e degustadas aos bocados.

No que concerne à saúde, a gastronomia desse país consiste em uma dieta saudável, à base de nutrientes com pouca gordura. Esse povo faz questão das três refeições diárias. E para saciar a sede, os coreanos bebem o chá, servido muito quente no inverno e muito gelado no verão.

Para quem se interessou, existem, em São Paulo, alguns restaurantes, tanto cubanos como coreanos, que podem exemplificar e saciar aqueles que gostam de um bom tempero em seus pratos.

Fonte: Revista Gastronomia & Negócios