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17.06.2009
Comidas típicas e forró animam São João de Pernambuco
O São João é uma das principais festas do Estado. As cidades se enfeitam com bandeirinhas coloridas. A festa é animada ao som de muito forró, baião, xaxado (originário do sertão pernambucano, uma herança deixada por Lampião e os ‘cabras de seu grupo’, os cangaceiros) e o coco. E ainda tem a quadrilha. Manifestação folclórica típica do ciclo junino em Pernambuco que surgiu como uma sátira às danças palacianas européias. Outro destaque do São João de Pernambuco é a fogueira. O ritual de acender fogueiras rememora o aviso dado por Santa Isabel a Maria, mãe de Jesus, sobre o nascimento do seu filho, João Batista.
Em Pernambuco, a alegria do São João espalha-se por todas as cidades, desde a capital Recife até o Sertão. Caruaru é conhecida como a capital do Forró.
Comidas Típicas - Um prato farto à base de milho e mandioca é a principal característica da culinária junina, na verdade, uma rica contribuição dos nossos índios à herança rigorosamente portuguesa nos demais aspectos.
Em toda a Região Nordeste, permanece um cardápio especial para os festejos de Santo Antonio, de São João e de São Pedro. São canjicas, pamonhas, bolos, licores, amendoim, além do próprio milho. Na zona rural, as pessoas preparam o banquete e esperam os vizinhos que costumam fazer uma romaria pelas residências, comendo e bebendo de casa em casa. As receitas elaboradas no interior e no litoral são muito semelhantes: bolo de fubá, de aipim, pé-de-moleque, milho cozido, canjica, milho assado, pamonha.
A culinária junina tem por base o milho. Por isso, alguns estudiosos consideram o dia 19 de março, dedicado a São José, o início do ciclo junino. Nessa data, quando chove, é indício de bom inverno, e começa o plantio do milho. Comprado em feiras livres, mercados e supermercados, quase sempre com a palha. E, como é comprado em grande quantidade – uma “mão” tem 50 espigas – exige um mutirão na cozinha. Uma vez limpo, debulhado, ralado, é hora de misturar os ingredientes.
O milho é base da popular canjica com preparo especial, que inclui a crendice popular de que, quando está sendo cozida, “se aparecer uma pessoa suada, de olhos maus, ou de sangue ruim, a canjica desanda“.
A mesa farta, por sua vez, traduz a alegria sincera pela renovação do plantio, pela colheita farta. Comer e beber são símbolos dessa celebração. Nesse cenário, as comidas juninas não poderiam faltar na mesa, que recebe toalha de tecido colorido, chita ou peças rendadas e bordadas. Sobre elas, arranjos com palha de milho e travessas fartas, com as comidas típicas da região, aguardando o momento de participar do banquete em comemorações ao santo do ciclo junino, onde a alegria, o agradecimento e a felicidade integram os cenários cotidianos.
Fonte: Portal iPernambuco e Site A Tarde