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01.04.2010
Bares lançam movimento “Salve a Caipirinha”
Atualmente, no Brasil, 60% das caipirinhas são feitas com vodka. E essa transgressão gerou o movimento “Salve a caipirinha”, que foi lançado no Rio de Janeiro pela Cachaça Leblon. A idéia é conscientizar os apreciadores do drink de que sua receita original, com cachaça, precisa ser respeitada.
O chef Alex Atala é um dos que já assinou o manifesto, que será divulgado nas casas parceiras da marca, nos principais eventos do país e, ainda, entre artistas e formadores de opinião. Com isso, a Leblon quer incentivar o consumidor a valorizar um dos mais típicos produtos do Brasil e mostrar que o país possui pingas de altíssima qualidade, produzidas em alambiques e ideais para o preparo da caipirinha perfeita.
Na contramão da evolução da cachaça, o governo brasileiro não permite que as bebidas informem em seu rótulo o modo de preparo, ou seja, se a cachaça é produzida em massa ou em pequenas porções. Isso impede que os consumidores conheçam o nível de qualidade do que bebem.
É aí que entra um outro passo do movimento “Salve a caipirinha”, que é a de reforçar a batalha de Murilo Albernaz, presidente da Federação Nacional das Associações de Cachaça de Alambique de Minas Gerais, para diferenciar a produção artesanal da industrial no rótulo da bebida. Outra intenção é chegar até o Governo Federal para fortalecer o Projeto de Lei n° 1187/07, do deputado Valdir Colatto (PMDB-SC), que visa regulamentar a produção, o comércio, o registro e a fiscalização da cachaça.
O Manifesto Salve a Caipirinha
Salve a Caipirinha
Nós formalmente declaramos que não queremos mais ver nossa caipirinha sendo feita com vodka ou saquê ao invés de cachaça.
Nós não aceitamos que esse drink, famoso e respeitado no mundo inteiro, seja desrespeitado no Brasil.
Não podemos tolerar que matem a alma da caipirinha: a cachaça.
Nós acreditamos que a cachaça deveria ser feita artesanalmente em alambiques tradicionais, e que temos o direito de saber quando ela é produzida em massa.
Nós temos fé que uma caipirinha feita com uma boa cachaça pode ser tão elegante, nobre e suave quanto qualquer outro coquetel.
E assim, convictos dos nossos ideais, acreditamos que agora é a hora de beber a Caipirinha do jeito que ela foi feita.
Com cachaça boa de alambique.
Desta forma, nós salvaremos a Caipirinha.
Fonte: Revista Gastronomia e Negócios